O Sindepat, Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas, tem se destacado cada vez mais no cenário brasileiro, especialmente com suas recentes deliberações no Conselho de Administração. Realizada em São Paulo, a reunião abordou a Agenda 2026, um plano estratégico que promete transformar o setor turístico em várias frentes. O foco principal está nas questões de ESG (ambiental, social e de governança), reforma tributária e a expansão do setor, áreas que, se bem implementadas, poderão proporcionar um crescimento sustentável e sólido.
Sindepat define Agenda 2026 com foco em ESG, Reforma Tributária e expansão do setor
Os pontos discutidos pelo Conselho refletem um comprometimento com práticas sustentáveis, visando não apenas o lucro, mas também a responsabilidade social e ambiental das empresas. O presidente do Conselho, Pablo Morbis, enfatizou a importância de um diagnóstico sobre o grau de maturidade ESG nos parques brasileiros. Esta avaliação foi realizada em parceria com o Itaipu Parquetec, o que confirma a seriedade do projeto. Por meio desse estudo, foi possível mapear as necessidades do setor e estruturar ações concretas que permitem que os parques evoluam em suas jornadas de sustentabilidade.
A implementação de práticas ESG não se limita a um objetivo ético, mas também é uma estratégia que visa garantir a longevidade das empresas. Com a crescente preocupação global em torno da sustentabilidade, os consumidores estão cada vez mais exigentes. Quanto mais os parques se adaptarem a essas demandas, mais propensos estarão a manter e atrair visitantes, o que é vital para o sucesso no setor.
Reforma Tributária e seu impacto no setor de turismo
Outro tema crítico debatido na reunião foi a Reforma Tributária. O atual modelo tributário no Brasil é frequentemente considerado complexo e ineficiente. Para um setor que depende fortemente do turismo, como é o caso dos parques e atrações, uma alteração favorável poderia significar uma injeção de recursos e novas oportunidades.
Uma reforma que simplifique a carga tributária pode levar a um aumento no investimento em infraestrutura e em inovação. O Sindepat acredita que a transformação do sistema tributário pode ajudar a valorizar as empresas do setor, permitindo que mais recursos sejam direcionados para melhorias e expansão. Isso não apenas beneficiará os empresários, mas também criará mais empregos e postos de trabalho, o que é crucial para o crescimento sustentável do turismo no Brasil.
Capacitação de mão de obra no turismo
Além das questões econômicas, a capacitação da mão de obra foi um ponto crucial na agenda. O crescimento do turismo e das atrações depende da existência de profissionais qualificados para atender à demanda. A falta de treinamento pode comprometer a experiência do visitante e, consequentemente, a reputação do setor. Portanto, o Sindepat está atento às dificuldades que as empresas enfrentam para formar e reter talentos.
Investir em treinamentos e capacitação é uma estratégia que não só melhora a qualidade do serviço, mas também eleva o padrão do turismo nacional. Assim, as empresas acabam se tornando mais competitivas tanto no Brasil quanto no mercado internacional.
O Sindepat Summit no Rio de Janeiro: um marco no setor
Um dos grandes eventos do Sindepat, o Sindepat Summit, ocorrerá no Rio de Janeiro entre os dias 12 e 14 de maio. Este evento não apenas reunirá stakeholders do setor turístico, mas também servirá como um palco para discussões importantes e troca de experiências. A presidente executiva Carolina Negri destacou que o evento já conta com um número significativo de expositores confirmados, reforçando sua posição como o principal encontro do setor no país.
O Summit é uma excelente oportunidade para que os profissionais do turismo se coloquem a par das novas tendências e inovações, além de ser um local estratégico para networking e geração de novos negócios.
Dia Nacional da Alegria e o impacto social do Sindepat
Antes do Sindepat Summit, de 13 a 17 de abril, será realizada a 17ª edição do Dia Nacional da Alegria (DNA). Esse evento é uma mobilização que promove a inclusão social, levando gratuitamente crianças em situação de vulnerabilidade para os parques associados. Este tipo de ação evidencia o compromisso do Sindepat em promover o bem-estar social e na inclusão de todos.
Em um país onde as desigualdades sociais são tão evidentes, iniciativas como esta são essenciais para oferecer oportunidades de educação e diversão a crianças que, de outra forma, não teriam acesso a esses espaços. A presença de milhares de crianças nos parques é um símbolo do potencial que o setor tem de transformar vidas.
Ao final do ano, entre os dias 30 de novembro a 4 de dezembro, ocorrerá a 16ª edição do Dia Nacional da Pessoa com Deficiência em Parques e Atrações (DNPD). Esse evento, que em 2025 beneficiou mais de 16 mil pessoas, também serve para reforçar o compromisso do Sindepat com a inclusão e a acessibilidade em suas atrações.
Crescimento do turismo e novas atrações
O balanço de 2025 foi considerado muito positivo, já que o turismo nacional cresceu 5,8%, movimentando impressionantes R$ 228 bilhões, segundo a FecomercioSP. Esse crescimento teve um impacto direto em parques e atrações, destacando ícones como o Parque Nacional do Iguaçu e os atrativos do Rio de Janeiro.
Entre as inaugurações recentes estão a Roda Maceió, o remodelado Parque do Caracol, o Sítio do Picapau Amarelo, o AquaFoz e a nova torre de 54 metros do Parque Unipraias. Essas novidades não apenas oferecem mais opções de lazer, mas também atraem um público diversificado, aumentando a receita e contribuindo para o desenvolvimento econômico local.
Expansão e investimentos no setor turístico
Para 2026, a expectativa de expansão no setor é promissora. O Beto Carrero World, por exemplo, anunciou R$ 2 bilhões em investimentos para novas áreas temáticas e hotéis. As futuras atrações incluem a Vila dos Smurfs em São Paulo, a Ilha dos Dinossauros na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, e o Parque do Chico Bento, que será o primeiro parque outdoor da Turma da Mônica.
Essas inovações não apenas diversificam as opções de entretenimento disponível, mas também mostram a confiança que os investidores têm no crescimento do turismo no Brasil. Esse tipo de desenvolvimento é crucial para que a indústria se recupere e se expanda após os desafios impostos pela pandemia.
Sindepat projeta crescimento no segmento em 2026
O Sindepat avalia que a atual dinâmica de investimentos demonstra uma sólida confiança no crescimento do turismo, tanto doméstico quanto internacional. Os parques são vistos como motores de desenvolvimento e geração de empregos, e a agenda de 2026 que o Sindepat projeta é vital para consolidar essa visão.
Perguntas frequentes
Quais são os principais pontos da Agenda 2026 do Sindepat?
A Agenda 2026 do Sindepat foca em ESG, reforma tributária e capacitação da mão de obra, visando a expansão do setor turístico.
Como o Sindepat busca implementar práticas de ESG?
O Sindepat, através de parcerias, mapeou o grau de maturidade ESG dos parques e está estruturando ações para melhorar suas práticas ambientais e sociais.
Qual a importância do Sindepat Summit para o setor?
O Sindepat Summit é um evento crucial para networking, troca de experiências e apresentação de novas tendências para os profissionais do turismo.
Quando ocorrerão os eventos Dia Nacional da Alegria e Dia Nacional da Pessoa com Deficiência?
O Dia Nacional da Alegria ocorrerá de 13 a 17 de abril, e o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência será de 30 de novembro a 4 de dezembro.
Quais novas atrações estão previstas para 2026?
Novas atrações incluem a Vila dos Smurfs, a Ilha dos Dinossauros e o Parque do Chico Bento, ampliando as opções de entretenimento.
Como a reforma tributária pode beneficiar o turismo?
Uma reforma tributária que simplifique a carga tributária pode aumentar os investimentos no setor, promovendo maior desenvolvimento e criação de empregos.
Considerações finais
O Sindepat define a Agenda 2026 com foco em ESG, Reforma Tributária e expansão do setor, e isso traz uma esperança renovada para a indústria turística no Brasil. As iniciativas apresentadas demonstram uma direção clara em busca de melhorias e inovações. À medida que os parques e atrações turísticos continuam a crescer e se diversificar, podemos esperar um aumento na qualidade de vida não apenas para os investidores, mas também para os trabalhadores e visitantes.
Os desafios são muitos, mas a união de esforços e a determinação em seguir um caminho sustentável são fundamentais para transformar a Agenda 2026 em uma realidade que beneficie não apenas o setor turístico, mas toda a sociedade brasileira. Portanto, todos nós, como cidadãos e consumidores, temos um papel a desempenhar nesse processo de transformação, apoiando práticas sustentáveis e promovendo um turismo inclusivo e acessível.
